Em busca da simplicidade em TI

Em busca da simplicidade em TI

O atual emaranhado de tecnologias prejudica a agilidade nos negócios e seus resultados. Alguns dizem que é hora de declarar guerra à complexidade

Nenhuma empresa se propõe a criar processos complexos suportados – algumas vezes, em vão – por camadas de tecnologia muito complicadas. Mas, muitas vezes, é o que elas enfrentam. Aplicações que exigem dias de treinamento, mas ainda geram rios de chamadas para o help desk. Bancos de dados e ferramentas muito velhos para os fornecedores prestarem suporte, contudo vitais para os CIOs se desligarem. Data centers engasgados com servidores e dispositivos sem fio, conectados a outros como eles.

Você sabe por que isso acontece? Tecnologias obsoletas acumulam-se quando departamentos mudam para a próxima novidade. Fusões e aquisições trazem pessoal de TI à sua porta, acrescentando camadas às suas camadas. A Shadow IT anda em paralelo com a TI sancionada. Os CIOs falham em definir ou fazer cumprir as normas. E o tempo todo, projetos de consolidação e integração que custam dinheiro perdem a luta por financiamento para projetos voltados ao cliente que prometem fazer dinheiro.

Você também sabe que isso não é bom. Essa bagagem toma tempo e dinheiro para manter, diz Frank Wander, fundador do IT Excellence Institute e ex-CIO da Guardian Life Insurance. “Os custos para manter a complexidade em execução tira espaço para investimentos em dólares”, diz Wander. “Isso afeta a agilidade.” Um ciclo preocupante.

“Simplicidade, por outro lado, promete velocidade, clareza e flexibilidade, para não mencionar os custos mais baixos em TI e outras áreas da empresa”, diz Kevin Humphries, vice-presidente sênior de TI da FedEx.

Humphries abriu um data center, que será a principal instalação de tecnologia da empresa de 39 bilhões de dólares. A simplificação sustenta todo o projeto, incluindo a virtualização de servidores, diminui o número de aplicações e repensa os sistemas de refrigeração, segundo o executivo. Foi construído para ser um terço do tamanho do que ele irá substituir. “O maior tema que estamos trabalhando em TI agora é a redução da complexidade”. No McDonald’s, o software passa pelo teste de simplicidade do CIO David Weick. “Se ele puder, sem nenhum treinamento, sentar e fazer o que é solicitado, então é um bom software”, diz.

A simplicidade é tão importante para a General Electric que a CIO Charlene Begley tornou-a um dos quatro imperativos estratégicos de TI. Ela sabe como a complexidade pode ser traiçoeira, mesmo na organização mais disciplinada. Em seus 24 anos no conglomerado, Charlene foi CEO de quatro de suas seis divisões atuais, incluindo a unidade de Soluções Residenciais e Empresariais de 8,6 bilhões de dólares, que ela comanda hoje. O ex-presidente e CEO da GE Jack Welch ficou famoso por estimular seus líderes a limparem seus sótãos ocasionalmente. É a hora novamente. Charlene quer reduzir o número de data centers da GE pela metade e o de sistemas ERP em 85% até 2016.

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Fonte: cio.uol.com.br

 

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