Quatro critérios para medir a qualidade do software

Quatro critérios para medir a qualidade do software

A falta de visibilidade sobre a qualidade está na raiz de muitos problemas de gestão de software. Os executivos de negócios não conseguem entender por quais motivos um software custa tanto, demora tanto tempo para ser desenvolvido e gera muitos custos associados para mudá-lo. CFOs e CEOs, por sua vez, não conseguem entender por que o investimento em TI é tão alto.

Não surpreendentemente, essas dificuldades resultam de um foco incorreto sobre o processo pelo qual o software é construído. Um software bem concebido, bem arquitetado e bem executado possui alta qualidade. É fácil trabalhar com ele, mantê-lo e melhorá-lo para suprir as demandas dos negócios.

Você deve estar pensando: “Será que não cuidamos da qualidade durante os testes do software?” Acontece que o teste é, na melhor das hipóteses, uma solução parcial.

O teste não é realmente concebido para medir a qualidade estrutural do software – a qualidade do design de um aplicativo e da fidelidade de sua implementação para o projeto. Achamos que podemos definir essas atividades e medi-las com precisão para que as pessoas possam ver e focar nas atividades necessárias para criar, melhorar e gerenciar o software.

Mas podemos, de fato, medir a qualidade do software? Sim, graças a produtos que realizam essa tarefa.

Em uma aplicação, a qualidade de qualquer componente depende de outros componentes a ele integrados. A qualidade de um aplicativo como um todo é, portanto, mais do que simplesmente a soma da qualidade de seus componentes. O erro mais frequente em engenharia de software é esquecer desse fato.

É importante medir a qualidade do software, mas é igualmente importante executar a atividade de forma correta. Essa ação é muito útil no desenvolvimento de software, mas, muitas vezes, é melhor não ter medição alguma do que contar com uma errada.

Qualquer sistema que possa ajudá-lo na tarefa de medir a qualidade do software deverá ter quatro pontos:

1. Alcance: deve ser capaz de lidar com várias tecnologias. A maioria dos aplicativos modernos contém vários idiomas e sistemas que são ligados entre si de forma complexa.

2. Profundidade: deve ser capaz de gerar mapas completos e detalhados da arquitetura do aplicativo, do Graphical User Interface (GUI), da ferramenta de captura, do processamento e da análise de imagem, do banco de dados. Sem essa detalhada arquitetura, seria impossível obter contextualização da aplicação.

3. Tornar o conhecimento de engenharia de software explícito: deve ser capaz de verificar a aplicação inteira contra centenas de padrões de implementação que codificam as melhores práticas de engenharia.

4. Métricas acionáveis: as métricas de qualidade não devem apenas informar, mas também orientar sobre como realizar a melhoria da qualidade do software, mostrando o que fazer primeiro, como fazê-lo, próximos passos etc.

Nenhum profissional ou equipe poderá lidar com essas questões em um curto espaço de tempo se não contar com um bom sistema capza de auxiliá-lo na tarefa de medir a qualidade do software.

Fonte: CIO Uol

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